
Seminário “Mapear Futuros Inclusivos” reforça urgência de novas abordagens na educação e formação de jovens
O Centro de Formação Profissional da Aldeia de Santa Isabel, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, recebeu no dia 2 de junho o Seminário “Mapear Futuros Inclusivos: Formar para Transformar Vidas!”, um encontro que reuniu profissionais da educação, formação, intervenção social e emprego para refletir sobre os desafios da inclusão educativa e social de jovens com percursos marcados por insucesso e abandono escolar.
Ao longo do dia, os participantes tiveram oportunidade de conhecer práticas inovadoras através de visitas pedagógicas imersivas, momentos de partilha e painéis temáticos que evidenciaram metodologias centradas na motivação, autonomia e desenvolvimento integral dos jovens. O contacto direto com formadores, técnicos e formandos permitiu observar abordagens diferenciadas que têm demonstrado impacto positivo junto de públicos vulneráveis.
A diversidade das experiências apresentadas convergiu numa ideia central: “é necessário fazer diferente para alcançar resultados diferentes”. As reflexões da tarde sublinharam a importância de uma maior flexibilidade curricular, de modelos de avaliação focados nas aprendizagens reais e de percursos formativos ajustados às necessidades e características de cada jovem. Ficou claro que a reprodução dos modelos tradicionais do ensino regular não responde aos desafios destes públicos, exigindo práticas mais personalizadas, inclusivas e centradas na pessoa.
Entre as conclusões mais marcantes destacou-se a relevância da proximidade pedagógica e da qualidade das relações humanas como fatores determinantes para o sucesso educativo. A convicção partilhada pelos participantes foi sintetizada numa frase que marcou o encontro: “Não há aprendizagens significativas sem relações significativas.”
O seminário reforçou ainda a importância de modelos formativos que valorizam o trabalho colaborativo, a aprendizagem baseada em projetos, a tutoria, a mentoria e as experiências práticas como instrumentos essenciais de inclusão social e profissional.
A sessão de abertura contou com a presença de Rita Prates, Vice-Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que destacou o papel da educação e da formação na construção de oportunidades e na promoção da autonomia dos jovens. Já a mesa-redonda final, “Pensar o Futuro…”, reuniu Ana Cláudia Valente, Subdiretora-Geral da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho, e Rui Marques, Coordenador do Relational Lab, num momento de reflexão sobre os desafios futuros da educação, formação e empregabilidade.
O encerramento esteve a cargo de Adriano Moreira, Secretário de Estado Adjunto e do Trabalho, e de Ângela Guerra, administradora da Misericórdia de Lisboa, que sublinharam a necessidade de continuar a investir em respostas educativas inovadoras, inclusivas e centradas no potencial de cada pessoa.
Um dos momentos mais celebrados do programa foi o evento cultural “Aldeia de Santa Isabel Got Talent”, que evidenciou o talento, a criatividade e o envolvimento dos jovens, demonstrando na prática os resultados de uma abordagem educativa focada no desenvolvimento integral.
Os painéis de debate da tarde reuniram especialistas, docentes e profissionais que partilharam boas práticas e reflexões sobre temas como a importância das práticas pedagógicas para além dos currículos, a influência do contexto nas aprendizagens e o papel das relações humanas na motivação e no sucesso educativo. As intervenções de Constança Azevedo, Paulo Torcato e Alfredo Gomes, bem como os contributos dos docentes da Aldeia de Santa Isabel, enriqueceram um debate marcado pela diversidade de perspetivas e pela profundidade das análises.
Com elevada participação e forte envolvimento dos presentes, o Seminário “Mapear Futuros Inclusivos” reafirmou o compromisso da Aldeia de Santa Isabel e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa com práticas transformadoras que acreditam no potencial de cada jovem e na capacidade da educação para mudar vidas, criar oportunidades e construir futuros verdadeiramente inclusivos.







